Por que todo profissional de Direito precisa desenvolver a empatia?

  • 08/maio/2018

Por que todo profissional de Direito precisa desenvolver a empatia?

Um bom advogado precisa ter muitas qualidades profissionais — domínio da língua portuguesa, conhecimento amplo e atualizado da área em que atua, e boa capacidade argumentativa. No entanto, o caminho para o sucesso também depende de qualidades relacionadas ao psicológico do profissional, sendo a mais importante delas a empatia.

Ser empático é, em suma, saber colocar-se no lugar do outro, identificando e compreendendo comportamentos e pensamentos alheios. Se você deseja entender por que isso é importante para sua carreira, continue a leitura e saiba mais!

Para representar alguém

Em seus peticionamentos, bem como quando fala em audiências, o advogado está transmitindo o que aconteceu com seu cliente para o juiz e demais pessoas presentes; ele funciona como um porta-voz.

É muito importante ser empático nessa hora, para que os problemas e circunstâncias enfrentados por outra pessoa possam ser compreendidos e explicados a terceiros. Um advogado que não tem empatia com seu cliente tem muito mais dificuldade em expor seu ponto.

Para relacionar-se com os colegas

Para advogados que ainda não têm um nome consolidado no mercado, ter bons contatos é tudo. A maioria dos relacionamentos que você fará ao longo de sua carreira são seus atuais colegas de escritório, que eventualmente trabalharão em outros lugares.

A empatia permite que você desenvolva uma boa relação interpessoal no dia a dia, inclusive no trabalho. Ter tolerância com pequenas falhas e importunações das pessoas com quem você convive é fundamental para criar uma boa convivência com elas.

Na carreira, isso se traduz em se tornar uma pessoa considerada de fácil convívio e confiável, duas características que certamente farão seu nome ser lembrado quando seus antigos colegas forem fazer uma indicação.

Para evitar estresse

Obviamente, nem sempre é possível fugir inteiramente de situações complicadas, que causam incômodo e fadiga mental. Porém, ao compreender melhor as outras pessoas, sejam colegas, juízes, cartorários ou clientes, você minimizará o número de situações de estresse.

A empatia permite que você entenda as motivações de outras pessoas quando elas fazem coisas aparentemente sem sentido ou irritantes, e releve situações que poderiam ser estressantes para você.

Para se comunicar melhor

Quem consegue se colocar no lugar de outra pessoa e compreender suas razões é capaz de comunicar-se melhor, por saber o tipo de abordagem que funcionará para cada um. Essa habilidade está relacionada à inteligência emocional, que depende diretamente da empatia.

Dessa forma, será possível não somente argumentar melhor, como utilizar suas palavras e gestos para construir relações saudáveis e sem conflitos com todos ao seu redor.

Para fazer acordos

O objetivo primário de um advogado não deve ser vencer um processo, mas, sim, colocar fim ao conflito que o motivou. Por isso, em quase todos os tipos de processo é possível propor acordos extrajudiciais, bem como aceitá-los quando eles são feitos pela outra parte.

Colocar-se no lugar de outra pessoa é o primeiro passo na hora de lidar com acordos. É preciso humanizar o processo judicial, compreendendo que do outro lado da ação também há pessoas que estão tendo suas vidas afetadas pelo problema em tela.

Além de ser importante em negociações, a empatia também melhora a sua capacidade de comunicação; desenvolvê-la lhe ajudará duplamente na hora de obter as condições mais vantajosas para você e para seu cliente.

Para ser conciliador ou mediador

Você já pensou em trabalhar tendo como foco a resolução de conflitos de maneira mais humana e rápida, reduzindo a sobrecarga do judiciário com ações que poderiam ser resolvidas com uma boa conversa?

Ser empático é um ponto muito importante na hora de ser um conciliador ou mediador. Cada uma tem propósitos e métodos diferentes, porém ambas têm como finalidade compor duas partes, propondo concessões e compensações, para que elas resolvam situações de conflito.

As conciliações geralmente são feitas entre partes que precisarão ter convívio posterior, como em litígios de família e de Direito Societário. Já as mediações servem para situações em que uma das partes foi lesada pela outra, como disputas entre vizinhos e Direito do Consumidor.

Para comunicar-se com o cliente

O relacionamento entre advogado e cliente não se limita a compreender o que o cliente tem a dizer para elaborar suas petições. Embora isso seja muito importante, também é fundamental dar a devida atenção ao cliente, tirando suas dúvidas e mantendo-o a par do andamento processual.

Muitos advogados acabam dando pouca importância para este tipo de diálogo, geralmente porque o cliente, não sendo pessoa do meio jurídico, terá dificuldade para compreender o que está acontecendo. Mas a realidade é que deixá-lo sem esse conhecimento tem um impacto muito negativo na confiança que ele deposita em você.

Lembre-se sempre de que, por menor que seja a questão judicial tratada, ela afeta a vida dessa pessoa. Além disso, ela está pagando seus honorários para que você trabalhe em favor dela, e é natural que haja desconfiança se transcorrer muito tempo sem nenhuma explicação.

É possível desenvolver empatia?

Você talvez esteja pensando que gostaria de beneficiar-se da empatia na sua carreira e vida pessoal, mas não é muito bom nisso.

A verdade é que, apesar de algumas pessoas serem naturalmente mais inclinadas à empatia do que outras, essa é uma capacidade que pode ser exercitada e aprimorada. Por isso, mesmo que esse não seja seu forte, não desista!

A empatia relaciona-se quanto à parte afetiva quanto à cognitiva; ou seja, para desenvolvê-la, é mais fácil começar por pessoas com quem você tenha algum vínculo emocional e conheça há bastante tempo. Assim, será mais fácil se colocar no lugar delas, e começar a compreender o que se passa em suas mentes.

Um dos pontos mais importantes no exercício da empatia é não deixar confundir-se com a outra pessoa. Ou seja, você não deve assumir que as suas motivações e pensamentos são universais, mas tentar conectar-se com as motivações e pensamento da outra pessoa, com base em seus sinais verbais e não verbais.

A pessoa empática precisa também ter um bom discernimento entre cada sentimento. Isso significa ser capaz de não fazer confusão entre ansiedade e tristeza, ou entre estresse e raiva, por exemplo.

Agora que você já sabe tudo sobre a empatia e sobre como utilizá-la como instrumento de sucesso profissional, que tal conferir outro guia que preparamos para você? Saiba como ser bem-sucedido na carreira jurídica!




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