Como reduzir a inadimplência no escritório de advocacia?

  • 23/jul/2018

Como reduzir a inadimplência no escritório de advocacia?

Um dos maiores desafios nos negócios, em qualquer ramo, é manter as finanças em dia. Se você é advogado, é preciso redobrar a atenção para reduzir a inadimplência no escritório de advocacia.

Afinal, além de pagar as despesas e os funcionários, você também precisa arcar com custas processuais e, quando um cliente fica inadimplente, esses valores saem do seu bolso.

Quer conhecer algumas medidas que vão ajudar a reduzir a inadimplência e a melhorar suas finanças? É só continuar lendo este post!

Facilite o pagamento

Os honorários de um bom advogado não são baratos, e a maioria das pessoas acaba tendo dificuldade para pagar o valor de imediato. Por isso, é importante oferecer condições de pagamento facilitadas.

Uma das melhores formas de pagamento, neste caso, é o parcelamento no cartão de crédito. Assim, você não terá que verificar todos os meses se o cliente realmente realizou o depósito.

Outra maneira de facilitar o pagamento é oferecendo melhores condições para quem pagar os honorários à vista. Assim, você dá um incentivo para o cliente, e recebe o dinheiro mais rápido.

Lembre-se de que facilitar o pagamento não significa cobrar abaixo da média do mercado; é muito importante dar o devido valor ao seu trabalho.

Organize-se

Para identificar inadimplências o mais rápido possível, é preciso que as suas finanças estejam em ordem. Se você trabalha sozinho, ou em um escritório pequeno, utilize um software ou aplicativo de gestão financeira, inserindo nele os prazos de pagamento.

Por menor que seja o seu negócio, é preciso anotar e organizar todos os seus dados, inclusive referente ao dinheiro que você tem para receber; tentar deixar informações somente na memória só servirá para tirar o foco da sua atividade principal, que é advogar.

Para escritórios maiores, que têm um setor financeiro, é importante solicitar relatórios mensais e implementar tecnologias que auxiliem no trabalho dos contadores.

Tenha quem lide com as cobranças

É importante contar com uma pessoa que possa realizar as cobranças. Se seu escritório não é muito grande, a cobrança pode ser feita por uma secretária ou assistente.

Para escritórios maiores, pode-se ter uma pessoa especializada somente no recebimento de pagamentos, e na verificação em caso de atrasos. Além disso, é preciso que haja uma boa comunicação entre esta pessoa, você e o setor financeiro.

Além de fazer ligações, mandar e-mails e cartas para os clientes inadimplentes, a pessoa que lida com as cobranças também é quem fará o protesto do título, enviará uma notificação extrajudicial, entre outros.

No primeiro momento, a cobrança deve ser feita delicadamente, avisando ao cliente que não há registro de que o pagamento foi realizado; a pessoa responsável por isso deve ser instruída adequadamente.

Mesmo quando o problema se estender por mais tempo, é fundamental manter a civilidade e profissionalismo, ainda que a cobrança seja feita com mais firmeza.

Conheça seus clientes

Quando estiver lidando com um novo cliente, evite parcelamentos muito longos, que têm mais chances de acabar em inadimplência. Para clientes antigos e confiáveis, é possível ser mais flexível.

Evite fazer negócio de novo com quem já apresentou problemas com a pontualidade do pagamento, pois é muito provável que esse comportamento seja recorrente.

Sempre faça negócio utilizando contratos, especificando o serviço que será prestado, o valor, a forma de pagamento, as consequências em caso de inadimplência, entre outros. Assim, você garante a segurança jurídica de ambas as partes.

Não se esqueça de criar um cadastro completo dos seus clientes, registrando nome completo, documentos de identificação, endereço comprovado etc. Assim, caso seja preciso contatá-lo porque houve atraso no pagamento, ou mesmo processá-lo, será muito mais fácil.

Mantenha um bom relacionamento

Ter uma relação próxima com os clientes é fundamental para evitar a inadimplência. Muitas vezes, pessoas leigas deixam de pagar seu advogado porque acham que ele não está trabalhando o bastante.

Isso acontece quando o processo é longo e fica muito tempo sem andamento; é preciso explicar que não há novidades porque as ações judiciais são demoradas, já que o judiciário tem uma grande carga de trabalho.

Alguns advogados simplesmente não atualizam os clientes quando há andamento no processo, tendo em mente que a pessoa não precisa se preocupar até que haja sentença e trânsito em julgado; no entanto, se a pessoa lhe procura querendo saber a atual situação do processo, é melhor dar esclarecimentos.

Evite dar prazos que não dependem só de você, como “ano que vem sai a sua aposentadoria”, por exemplo. Isso cria falsas expectativas e, caso não ocorra o que foi previsto, a sua imagem fica prejudicada.

Tenha em mente que uma relação transparente faz com que o cliente tenha confiança em você, e procure lhe pagar sempre em dia.

Observe as sazonalidades

Em alguns meses do ano, é possível notar que aumenta o número de pagamentos atrasados e de inadimplência. Por exemplo, em janeiro a maioria das pessoas tem mais contas a pagar, e pode acabar não conseguindo se organizar bem.

Julho e dezembro, meses de férias e de gastos extras, também são mais prováveis de haver inadimplência. Nesses momentos, uma boa solução é ligar ou mandar um e-mail para perguntar se houve algum problema.

Se você conseguir observar esses padrões, conseguirá se preparar antecipadamente para receber menos dinheiro, e também para reduzir a inadimplência no escritório de advocacia.

Para clientes que costumam ser confiáveis, você pode relevar o atraso e conceder um prazo maior, mas peça para que eles avisem com antecedência quando tiverem um imprevisto.

Exija seus direitos

Caso a situação passe do tolerável e você não receba seu pagamento, mesmo após várias tentativas amigáveis, é hora de acionar o judiciário para receber o que é seu direito.

Você pode se autorrepresentar no processo, e, caso seja uma sociedade individual de advogados que não tenha altos rendimentos, você pode até ser amparado pela lei 1060/50, que concede a isenção de taxas judiciais para pessoas em situação de miserabilidade jurídica.

Como os honorários advocatícios são um tipo de crédito alimentício, a maioria dos magistrados costuma conceder rapidamente bloqueio de bens, de valores em conta, penhora no rosto dos autos etc.

Muitas vezes, basta iniciar o processo judicial para que o cliente inadimplente lhe procure, interessado em quitar ou renegociar a dívida.

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