Como melhorar sua atuação no tribunal e em audiências?

  • 01/mar/2018

Como melhorar sua atuação no tribunal e em audiências?

A atuação no tribunal e em audiências pode ser um momento decisivo na carreira do advogado. Muitos têm medo de falar em público ou cometer algum erro durante a instrução do processo.

Entretanto, é possível se preparar para essas horas, melhorando a atuação e fornecendo um bom serviço ao cliente, alavancando a carreira.

Neste post ensinaremos algumas dicas para fazer uma boa audiência ou sustentação oral. Confira!

Melhorar a oratória

Melhorar a oratória é o primeiro passo para que se aumente o rendimento nas atuações em tribunais do júri, audiências trabalhistas, cíveis e penais.

É imprescindível que o advogado consiga se expressar bem e repassar as suas ideias e argumentos, para facilitar o entendimento e o convencimento das outras partes.

Existem diversas situações em que o advogado precisa se manifestar oralmente, como audiências, sustentações orais e mesmo quando se dirige ao gabinete do julgador para conversar.

Nesses momentos deve-se mostrar segurança nas informações que estão sendo repassadas, garantindo que os presentes se interessem pela manifestação e entendam os argumentos.

Existem diversos cursos para melhorar a oratória, e mesmo videoaulas podem ajudar. Mas é importante praticar a expressão em público, sempre prestando atenção ao que foi aprendido nos cursos e aplicando na prática: quanto mais treino, melhor será a oratória.

Saber fazer uma boa storytelling

Storytelling é basicamente contar a história. Além da oratória, o advogado deve saber como demonstrar aos presentes, nas audiências ou tribunais do júri, os fatos de determinado caso.

Assim, é fundamental que o profissional conheça o processo e o estude previamente, para se sentir seguro ao elencar todos os fatos. É importante não deixar passar em branco detalhes importantes, que podem mudar a opinião dos presentes.

Principalmente em ações criminais, como é no tribunal do júri, cada especificidade deve ser relatada, pois isso pode ser a diferença entre a caracterização de um agravante ou não, ou mesmo para a condenação do acusado.

Sempre explique os fatos pausadamente e esteja atento se há dúvida quanto a algo do que foi relatado, pretendendo responder a qualquer pergunta. Isso é importante para demonstrar, também, que está interessado no caso e há confiabilidade no que se está relatando.

Relatar os fatos é peça fundamental em uma audiência, principalmente em tribunais do júri, tendo em vista que os jurados ali presentes não têm conhecimento aprofundado de leis e normas que se aplicam ao caso.

Assim, saber contar a história é essencial para manter a atenção dos presentes e convencê-los do seu ponto de vista e argumentos sem ter que se aprofundar em termos técnicos.

Portar-se devidamente

Ter uma boa postura é fundamental para os advogados que fazem manifestações em audiências de julgamento e tribunais do júri.

A aparência é importante para demonstrar confiança, segurança e credibilidade. Portanto, sempre tome cuidado com os trajes utilizados, para não desviar a atenção das partes. Assim, não utilizar nada muito excêntrico, roupas inadequadas, cores muito chamativas ou trajes desalinhados é essencial.

Os jurados devem estar interessados na sua história e nos seus argumentos, por isso passar credibilidade é importante, o que pode ser notado nos trajes que o advogado utiliza.

A educação com juízes, promotores, jurados e presentes é imprescindível para demonstrar respeito e boa fé do advogado. Também não se deve utilizar muitas gírias e expressões chulas, que podem causar constrangimento.

Enfim, ter educação e respeito com os presentes, usar trajes adequados e falar corretamente pode ajudar a melhorar a atuação no tribunal do júri, audiências e outras manifestações orais.

Saber ler o público

Diferentes audiências terão diferentes públicos, dependendo do caso que se está julgando e das pessoas envolvidas: audiências trabalhistas, criminais, tribunais do júri, mediação de conflitos etc. O advogado deve saber conhecer e ler o público para o qual está se dirigindo.

Isso exige um estudo prévio do caso bem aprofundado, conhecer o julgador e promotor da causa, além da vítima e do acusado. Muitas vezes, antes da audiência, não se terá acesso a esses dados, por isso o advogado deve saber se adequar à situação.

Tente perceber os olhares e reações dos presentes à sua fala, para se adequar, caso necessário. Se algum ponto está causando insatisfação ou reação negativa das partes, é importante tentar uma abordagem diferente.

Se perceber que certo ponto trouxe manifestações positivas, insista nessa postura, mas com cuidado para não repetir sempre os mesmos argumentos e fatos, o que pode transparecer falta de preparo ou conhecimento da causa.

O advogado deve saber ler o público e perceber as reações, fazendo a sua fala chegar e ser entendida por todos os presentes. Quando as partes sentem identificação com quem está falando, fica mais fácil expor os argumentos e demonstrar credibilidade.

Perceber o limite das perguntas do público

Uma consequência de um advogado que sabe ler bem o público é começar a perceber o limite das perguntas feitas. Isso é importante, tanto para o andamento da audiência como em relação a normas processuais.

O profissional deve saber até que ponto pode insistir em um assunto, em relação às perguntas direcionadas ao seu cliente como para as partes contrárias. Tentar pressionar demais pode criar ansiedade em quem está respondendo, não conseguindo confirmar os fatos com clareza.

Em relação ao cliente que representa, também é importante saber quando as perguntas estão começando a constranger ou fugindo do assunto e do que foi presenciado no caso. Insistir em perguntas pode acarretar problemas devido ao nervosismo.

O próprio juiz e o promotor notarão quando as perguntas estão indo para um caminho que não trará mais clareza à lide, podendo interromper a fala do advogado ou mesmo indeferir questões feitas, o que pode causar má impressão.

Por isso, é importante perceber o limite das perguntas, o que variará de ato para ato, dependendo do juiz, do promotor e das partes envolvidas. Adaptar-se é o melhor caminho, sempre prestando atenção às reações dos presentes.

Preparar-se psicologicamente

Um dos maiores vilões de advogados que fazem manifestações em audiências e tribunais do júri é o nervosismo e a ansiedade. Por isso, antes de fazer a sustentação oral é importante preparar-se psicologicamente.

A segurança em relação ao processo ajuda muito: estude bem todos os fatos, as petições que já foram apresentadas, leia doutrinas sobre os assuntos específicos do caso e converse bastante com o cliente para saber de todos os detalhes.

Caso existam testemunhas da sua parte, converse com elas também, fazendo as perguntas que serão feitas em audiência. Tudo isso trará mais segurança e menos ansiedade para o advogado.

Contudo, é importante não exagerar: no dia ou mesmo logo antes da audiência, é melhor relaxar e se distrair, para tentar se concentrar em outros assuntos e não se sobrecarregar com o caso específico. Com isso, o nervosismo pode ser menor, ajudando no momento da sustentação oral e de todo o procedimento da audiência.

Seguindo esses passos, você poderá melhorar a sua atuação no tribunal e ganhar experiência prática, ficando cada vez mais confiante.

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