6 dicas essenciais para empreender na advocacia

  • 20/set/2018

6 dicas essenciais para empreender na advocacia

Como o curso superior é mais voltado para a aquisição de conhecimento jurídico específico, comumente os profissionais têm dúvidas sobre como empreender na advocacia. Ora, quais seriam os passos para construir um escritório de sucesso?

A resposta será determinante mesmo para quem já exerce suas atividades há algum tempo. Afinal, em um mercado tão competitivo, o planejamento é uma tarefa importante, quer seja para o novato, quer seja para o experiente.

A seguir, abordamos 6 dicas de empreendedorismo para aprimorar as práticas do seu escritório de advocacia. Prossiga com a leitura e implemente as ações propostas para conquistar novos clientes e crescer no mercado jurídico!

1. Conheça o seu público-alvo

O mercado jurídico é bastante segmentado. O profissional pode atuar na área trabalhista, empresarial, cível, consumerista, criminal, tributária e afins, bem como combinar alguns setores para formar um pacote de serviços mais completo.

Ocorre que, em cada um desses campos, prepondera um certo conjunto de clientes, sem contar as possíveis diferenças entre uma posição passiva (réu, denunciado, requerido etc.) e uma ativa (autor, denunciante, requerente etc.). Por exemplo, no Direito do Trabalho, os reclamantes normalmente são pessoas físicas, enquanto os reclamados são pessoas jurídicas.

Por isso, a primeira dica para empreender na advocacia é conhecer o público-alvo para, só então, desenvolver práticas capazes de atraí-lo e fidelizá-lo. Para tanto, algumas questões podem ser úteis:

  • Quem são as pessoas ou instituições que podem se interessar pelos serviços do escritório?
  • Qual é o segmento ou estrato social desse contingente?
  • Quais são os critérios que esses potenciais clientes utilizam para escolher um serviço?
  • Qual a linguagem mais adequada para se comunicar com esse público-alvo?
  • Qual o poder de compra dos potenciais clientes?

2. Trabalhe os 5 processos essenciais de um negócio

Em seu livro “Manual do CEO: um verdadeiro MBA para o gestor do século XXI”, 2012, Josh Kaufman, sintetiza as 5 partes essenciais de um negócio. São elas:

  • criação de valor: a geração de algo que as pessoas desejam ou necessitam;
  • marketing: a tomada de providências para chamar a atenção do público-alvo e produzir demanda para o valor criado;
  • vendas: o acesso a esses clientes e o fechamento de negócios;
  • entrega de valor: o fornecimento efetivo e a busca de satisfação do cliente;
  • finanças: a captura e uso do dinheiro, fazendo com que haja interesse em manter o negócio.

Nesse sentido, em casos de dúvidas sobre como aprimorar o empreendimento, os 5 processos são um excelente ponto de partida. Ao entender como o escritório atua nessas partes, alcança-se uma compreensão mais adequada do funcionamento do todo.

3. Defina prioridades

A advocacia demanda organização e definição de prioridades, ou seja, o estabelecimento de hierarquias nos objetivos, planos e ações. Isso ocorre em diferentes níveis:

  • estratégico: quais serão as áreas de atuação e quais pessoas ou instituições serão alvo do escritório?
  • tático: como será a distribuição de recursos para os diferentes processos da empresa, como criação de valor, marketing, vendas, entrega de valor e finanças?
  • operacional: como serão realizadas as diligências e demais tarefas do dia a dia?

Sendo assim, é importante que o advogado esteja familiarizado com dois conceitos:

3.1. Quadrante de prioridades

As ações podem ser classificadas conforme sua urgência e importância. A urgência diz respeito à possibilidade de um prejuízo significativo em caso de não realização, enquanto as importantes são aquelas que geram benefícios quando concluídas. Ao cruzar as classificações, forma-se um quadrante.

3.2. Princípio de Pareto

A ideia-mãe desse conceito é a de distribuição assimétrica. Os sistemas conduzem para que uma menor parte produza a maioria dos efeitos. O princípio também é conhecido como regra de 80/20, ou seja, 80% dos resultados são produzidos por 20% das ações.

Nesse sentido, independentemente de ser 80/20, 70/30, 90/10 ou outra combinação, é recomendável que o empreendedor identifique esses pontos críticos e priorize o que confere mais resultados.

4. Invista em marketing digital

Os processos de marketing e de vendas são severamente restringidos pela legislação profissional. O advogado não pode realizar ofertas públicas de vantagens, veicular publicidade em rádio e TV, expor anúncios em outdoors, muros e demais locais públicos, entre outras limitações.

Ocorre que, em relação à internet, há uma certa margem para atuação, principalmente com o investimento em presença nas redes sociais e produção de conteúdo, como textos, vídeos, podcasts, infográficos, e-books etc.

Por isso, o marketing digital pode ser uma opção interessante para que o escritório alcance o público-alvo e conquiste novos clientes. Até porque, recentemente, o Brasil se tornou o quarto país na lista de pessoas conectadas.

5. Procure soluções constantemente

Em certos aspectos, empreender na advocacia é próximo do que acontece em outras áreas. Uma característica semelhante é a necessidade de promover melhorias constantes nas atividades e processos do negócio. Lembre-se de que sempre haverá espaço para avançar.

A ferramenta de gestão mais indicada para concretizar esse conceito é o ciclo PDCA. Resumidamente, os projetos do escritório devem passar por quatro etapas essenciais:

  • planejamento (plan): estabelecer objetivos, metas, estratégias e ações;
  • execução (do): concretizar o que foi planejado;
  • checagem (check): verificar os resultados, erros e acertos;
  • ação (act): buscar a padronização do que funciona e a correção do que não funciona.

Após a última etapa, o circuito é reiniciado já com os novos padrões e correções. Assim, gradualmente os processos do escritório terão melhor desempenho.

6. Crie o hábito de se qualificar

O Direito sofre transformações incrementais e radicais. As primeiras decorrem de alterações em trechos legais e em jurisprudências, enquanto as segundas surgem quando um novo código ou uma reforma substitui uma parcela substancial das normas de um segmento.

Nesse sentido, como o conhecimento é o cerne do valor criado pelos advogados, existe uma necessidade de atualização e aprofundamento nos temas de interesse do escritório. Sem isso, gradativamente os serviços perderão qualidade.

Uma excelente opção para atender à demanda de atualização constante são os cursos de pós-graduação. A modalidade permite a complementação dos conhecimentos obtidos durante a faculdade com os assuntos mais recentes.

Igualmente, a especialização se tornou um mecanismo de reconhecimento dos escritórios. Ao término do curso, o profissional não só estará mais preparado, como terá um certificado importante para adicionar aos materiais de divulgação.

Por isso, se você pensa em empreender na advocacia, além de seguir as demais dicas, é recomendável a busca por uma maior qualificação com o objetivo de enriquecer o conhecimento e, assim, agregar valor aos serviços do escritório.

Para entender um pouco mais sobre essa formação, leia nosso post “Pós-graduação em Direito: o que voltar a estudar pode fazer pela sua carreira?“!




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