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Afinal, o que é lawtech?

  • 10/jul/2018

Afinal, o que é lawtech?

A palavra “lawtech” é uma junção de dois termos bastante conhecidos entre advogados e demais profissionais: Direito (law) e tecnologia (tech). Não à toa, ela designa as inovações criadas para atender às demandas do mercado jurídico, as quais são lideradas pelas startups surgidas nos últimos anos.

Esses modelos de negócios viram a oportunidade de entregar um valor significativo para os operadores do direito. Afinal, trata-se de um potencial cliente com diversas necessidades, como lidar com a burocracia, atrair clientes, elaborar peças, preservar arquivos etc.

Sendo assim, para que você entenda um pouco mais sobre as aplicações das inovações no mercado jurídico, separamos os principais impactos da lawtech. Leia com bastante atenção e fique atualizado!

A transformação digital no meio jurídico

Nas últimas décadas, a sociedade passou por um processo de transformação digital, em que os avanços tecnológicos modificaram as relações entre as pessoas, principalmente em termos de valores e comportamentos.

Nesse sentido, surgiram novas demandas, relacionadas à velocidade de atendimento, ao compartilhamento de informação e às soluções mais eficientes, por exemplo. O que trouxe mudanças em diferentes áreas, como Ensino, Medicina, Pesquisa Científica etc.

Com efeito, a lawtech é um reflexo dessas novas possibilidades e exigências trazidas pela tecnologia. Ela abrange tanto as mudanças destinadas aos advogados como ao meio jurídico em geral. O segundo caso, por vezes, é chamado de legaltech, embora também seja possível encontrar as duas palavras como sinônimas.

De qualquer forma, é importante notar o impacto dessas inovações. Atualmente, já há uma grande expansão das plataformas de correspondente jurídico, da adesão dos advogados aos softwares de gestão de demandas e da consolidação do processo judicial eletrônico.

A verdade é que, paulatinamente, o meio jurídico tende a avançar para uma digitalização cada vez mais completa, muito impulsionado pela lawtech. A maior parte das tarefas que dão suporte aos operadores do Direito pode ser facilitada com recursos de tecnologia, porque exigem a gestão, o envio e o recebimento de informações.

Por isso, a contratação de produtos e serviços para suprir as dificuldades dos profissionais é um caminho natural para o setor. A título de exemplo, a própria OAB, na seccional do Rio de Janeiro, vê o novo modelo como uma alternativa de mercado relevante.

O aumento da eficiência

A lawtech auxilia os profissionais na resolução de problemas comuns da atuação no meio jurídico. Entre as ferramentas já oferecidas, exemplos bastante difundidos são os seguintes:

  • soluções para compilação e análise de dados jurídicos;
  • plataformas para criação de networking e correspondência jurídica;
  • softwares de gestão de escritórios, documentos, processos etc.;
  • aplicativos de automação de tarefas, como coletar publicações, andamentos processuais e pesquisa de jurisprudência.

Esses usos da tecnologia trouxeram maior eficiência para o setor. Aspectos como redigir uma petição, entregar um documento em comarca vizinha, obter uma certidão em órgão público e tantas outras mudanças permitiram um tráfego jurídico mais célere.

Igualmente, nota-se uma tendência à diminuição dos custos. Questões como a atuação em diferentes cidades, consumo de materiais de escritórios e despesas com qualificação já não assustam tanto como antes. Afinal, as inovações costumam lidar muito bem com a escalabilidade, ou seja, o custo permanece relativamente estável mesmo com o crescimento da atividade.

Por fim, é importante destacar o uso mais adequado do tempo e esforço dos profissionais. Com a tecnologia, a parte repetitiva do trabalho jurídico pode ser automatizada, especialmente pesquisas de lei, jurisprudência e doutrina, partes fixas de documentos, formatação, acompanhamento de processos etc.

Não por acaso, o usuário pode direcionar as energias para os pontos que requerem a sua expertise, como a elaboração de teses jurídicas e argumentos convincentes.

Melhoria do setor público

Em grande parte, o Direito está entregue ao setor público, principalmente aos serviços do Poder Judiciário. Logo, é muito natural que, ao buscarem as deficiências da área, as lawtech voltem as suas soluções para as práticas em tribunais e juízos de primeira instância.

Alguns impactos já sentidos dizem respeito à transformação digital dos órgãos de julgamento. Hoje, além da possibilidade de acompanhar e movimentar demandas online, a própria organização interna da justiça incorpora a tecnologia.

Um exemplo é o incidente de demandas repetitivas, introduzido pelo Código de Processo Civil de 2015. A efetividade desse instrumento depende de um sistema que identifique categorias e alerte os juízes sobre a existência de processos em comum.

Além disso, é possível citar a integração dos atos processuais. Os despachos, as intimações, as certificações e afins são realizados com o auxílio de softwares. Com efeito, tão logo a informação conste no sistema, ela é disponibilizada nos andamentos pela internet e tem agendada a publicação no diário eletrônico, se for o caso.

Há também um aumento da transparência dos tribunais. As decisões judiciais, salvo hipótese de segredo legal, são de fácil acesso por qualquer cidadão. Inclusive, existem diversas plataformas voltadas exclusivamente para oferecer esse tipo de consulta.

Contudo, o maior impacto diz respeito à redução da burocracia no setor. Cada vez menos, a prática de atos simples exige a superação de uma longa cadeia de formalidades e decisões. Sem contar o auxílio das medidas que desafogam o judiciário, como os julgamentos de demandas repetitivas e as plataformas de resolução de conflitos online.

No entanto, essa ainda é uma área bastante deficiente, em razão do acúmulo de processos e do surgimento constante de demandas. Logo, há espaço para que outras tecnologias proponham soluções.

Necessidade de qualificação profissional

As tendências de tecnologia geram naturalmente a necessidade de qualificação, principalmente para os advogados, que convivem diariamente com uma forte competição. A distância entre o profissional atualizado e o que ainda vive em um mundo analógico está cada vez maior.

Basta imaginar que produtividade, interação com outros profissionais e despesas são só alguns pontos otimizados pela lawtech. De fato, as empresas que oferecem produtos e serviços na área vieram justamente para suprir as deficiências do setor.

O ponto positivo, nesse caso, é que o setor de educação para profissionais do Direito também avançou bastante nos últimos anos. A capacitação não só para o uso da tecnologia, mas para os temas jurídicos em geral pode ser simplificada com os cursos a distância.

Sendo assim, é recomendável que os profissionais busquem formas de se inserirem nessa tendência de mercado. Isso pode ser feito em aulas, seminários ou, até mesmo, pela experimentação das soluções oferecidas pela lawtech.

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